Analistas dizem que crise em Fukushima está longe da solução

Os esforços do Japão em solucionar os problemas da crise nuclear em Fukushima serão acompanhados pelo mundo antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, afirmam observadores, mas apesar das promessas do governo de que a situação na usina está “sob controle”, eles afirmam que os problemas não estarão resolvidos em 2020.

Discursando para autoridades olímpicas em Buenos Aires, antes da decisão do fim de semana para que a capital japonesa sedie os Jogos, o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que não há nada com o que se preocupar sobre a instalação.

“Deixe-me assegurá-los, a situação está sob controle”, afirmou em um discurso alardeado pela imprensa japonesa como fundamental para o sucesso de Tóquio.

Fukushima “nunca causou e nunca causará danos a Tóquio”, acrescentou.

“A água contaminada tem sido contida em uma área de 0,3 km quadrado do porto”, acrescentou o primeiro-ministro japonês em uma sessão de perguntas e respostas.

“Não tem havido problemas de saúde e nem haverá. Eu assumirei a responsabilidade por todos os programas relacionados com a usina e os vazamentos”, emendou.

Mas para críticos dentro e fora do Japão, os comentários de Abe sobre a catástrofe em Fukushima, onde um tsunami inundou os sistemas de resfriamento e fez os reatores se fundirem, beiram a desonestidade.

“Fiquei pasmo com o discurso de Abe”, disse Hiroaki Koide, professor adjunto do Instituto de Pesquisas de Reatores da Universidade de Kyoto.

“O problema da água contaminada está longe da solução. Este problema tem acontecido todo o tempo desde que os reatores foram destruídos. Água contaminada tem vazado para o oceano desde então”, acrescentou.

Na noite de segunda-feira, a operadora da usina Tokyo Electric Power (TEPCO) indicou níveis elevados de radioatividade na água subterrânea e disse que “provavelmente” estaria vazando de tanques que armazenam água altamente poluída e alcançando a água subterrânea, complicando ainda mais os esforços para conter a poluição.

A água subterrânea corre para o oceano, levando junto qualquer coisa que tenha arrastado pelo caminho.

Tomoo Watanabe, diretor do Centro de Pesquisas de Oceanografia Pesqueira e Ecossistemas Marinhos, disse que em seu entendimento, a situação em Fukushima não está “controlada” da forma como Abe explicou.

Mas ele disse concordar com o premier quando este afirmou ser necessário deixar para trás as manchetes alarmantes para ver a verdade.

“Pode-se ter uma impressão decisiva de que o oceano está muito mais contaminado depois que a TEPCO admitiu o vazamento de água (radioativa), mas não vimos quaisquer sinais de que a poluição esteja se espalhando para os peixes”, afirmou à AFP.

Cerca de 300 toneladas de água subterrânea levemente contaminada estão chegando ao oceano todo dia, diz a TEPCO, após passar sob os reatores.

Watanabe afirmou que os peixes pescados ao longo da costa, fora do porto, têm apresentado um nível gradualmente decrescente de contaminação por césio, especialmente a 20 km da usina.

Mas, acrescentou, a poluição dentro do porto está alta e não se deveria permitir que os peixes que vivem ali escapassem para o oceano, onde entrariam na cadeia alimentar.

Depois de semanas de más notícias vindas de Fukushima e em meio a uma onda crescente de críticas internacionais, o governo japonês apresentou na semana passada um plano de meio bilhão de dólares com vistas a conter o fluxo de água poluída que chega ao mar.

Os críticos afirmam que até agora, grande parte do trabalho feito em Fukushima para estabilizar a usina é temporário, pois os tanques que armazenam a água altamente radioativa usada para resfriar os reatores superaquecidos nunca foram concebidos como uma solução permanente.

As próprias estimativas da TEPCO sugerem que o desmonte total pode levar quatro décadas e que grande parte do trabalho mais complicado ainda precisa ser feito, principalmente a remoção dos núcleos dos reatores, que provavelmente se fundiram e estariam irreconhecíveis.

Segundo o próprio plano da usina, estes núcleos – que, segundo se teme, teriam vazado dos vasos de contenção e, provavelmente, corroído as espessas paredes de concreto – serão removidos no verão de 2020, quando milhares de atletas estarão chegando em Tóquio.

Hiroshi Miyano, especialista em usinas nucleares e professor visitante da Universidade de Hosei, em Tóquio, disse que apesar das comemorações em Buenos Aires, a operação de limpeza ainda é difícil.

“O êxito olímpico pode dar um incentivo positivo e acelerar os planos, mas temo que ainda leve duas décadas, na melhor das hipóteses, para desmontar Fukushima”, acrescentou.

Em um editorial publicado esta terça-feira, o jornal Asahi Shimbun, de orientação de esquerda, indicou que o fato de Shinzo Abe se apresentar em um cenário internacional e prometer resolver a crise de Fukushima foi uma medida bem-vinda. “Este é um compromisso oficial feito para o mundo”, afirmou.

“Abe precisa agir para não ser visto em casa e no exterior por ter apenas manipulado a verdade para trazer os Jogos Olímpicos para Tóquio. Sua habilidade em lidar com a questão agora está sendo observada”, acrescentou. (Fonte: Terra)

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Coreia do Sul proíbe importação de peixes da região de Fukushima

A Coreia do Sul proibiu nesta sexta-feira (6) a importação de peixes e frutos do mar que tenham sido pescados nos arredores da usina nuclear japonesa de Fukushima, em mais um golpe para o Japão na véspera da eleição da sede olímpica de 2020, em que Tóquio é uma das três concorrentes.

Horas antes de o primeiro-ministro Shinzo Abe embarcar para a Argentina, onde defenderá a candidatura japonesa na votação deste sábado (7) do Comitê Olímpico Internacional (COI), a Coreia do Sul prorrogou a proibição sobre a importação de 50 produtos de oito prefeituras (províncias) japonesas, incluindo Fukushima, devido a preocupações com a contaminação por radiação.

“As medidas se devem à preocupação fortemente ampliada do público sobre o fluxo de centenas de toneladas de água contaminada para o mar no local do acidente nuclear de Fukushima, no Japão”, disse um porta-voz governamental sul-coreano.

A proibição, por tempo indeterminado, entra em vigor na segunda-feira (9) e afeta algumas das principais áreas pesqueiras japonesas. A China já proibiu a importação de laticínios, legumes, peixes e frutos do mar de pelo menos cinco prefeituras japonesas, inclusive Fukushima, desde o acidente nuclear de março de 2011, causado por um tsunami.

Recentemente, a empresa Tepco, dona da usina, admitiu que a usina está despejando água radiativa no mar, e que os níveis de contaminação dispararam. Enquanto isso, o Japão vem tentando tranquilizar a opinião pública mundial, e especialmente os membros do COI, sobre sua capacidade de gerenciar a crise em Fukushima.

Candidatura ameaçada – O COI vai decidir no sábado, em Buenos Aires, se a Olimpíada de 2020 será realizada em Tóquio, Madri ou Istambul. O dirigente da candidatura japonesa minimizou na quarta-feira o temor de que a questão possa influenciar na decisão, e disse que o nível de radiação em Tóquio é comparável aos de Londres, Paris ou Nova York.

Na sexta-feira, o principal porta-voz do governo japonês disse que a proibição sul-coreana aos produtos marítimos seria desnecessária, pois a água contaminada se concentra em uma pequena baía próxima à usina, e mesmo lá os níveis registrados estão bem abaixo dos limites tolerados.

“Temos fornecido as informações relevantes ao governo sul-coreano”, disse Yoshihide Suga a jornalistas. “Gostaríamos que a Coreia do Norte tomasse medidas baseadas em evidências científicas.” (Fonte: G1)

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DF registra 8,3 mil casos de dengue e 9 mortes pela doença em 2013

O Distrito Federal registrou até agosto deste ano 8.356 casos de dengue, dos quais 6.338 resultantes de contaminação na capital federal e 2.018 importados de outras unidades da federação, indica boletim da Secretaria de Saúde. Nove pessoas morreram em decorrência da doença em 2013.

O número de casos deste ano, que equivale a uma média de quase 35 pessoas contaminadas por dia, representa um aumento de 1.164% em relação a todo o ano de 2012, quando 661 moradores do DF ficaram doentes por dengue.

Para a Secretaria de Saúde, o crescimento se deve ao ciclo do mosquito, que tem pico neste ano, e à circulação do vírus DEN-4, até então pouco comum no DF. Apesar do aumento, a pasta diz que a situação do país como um todo é ainda pior.

Os meses com maior número de casos coincidem com os de período de chuvas. Só em março, abril e maio foram 6.065 registros da doença. As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (1.510) e Samambaia (1.175). Em terceiro lugar aparece Brazlândia, com 609.

Entorno – Além dos casos de moradores do DF contaminados por dengue, a Secretaria de Saúde contabiliza ainda outras 2.827 confirmações da doença de moradores do Entorno que foram atendidos no Distrito Federal. (Fonte: G1)

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Mato Grosso registra 32 mortes por causa da dengue

Desde o início do ano até quinta-feira (5), Mato Grosso registrou a morte de 32 pessoas em decorrência da dengue. Mais cinco casos são analisados. No mesmo período, foram registradas 41.349 notificações da doença, sendo 106 casos graves.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, neste período, a capital Cuiabá notificou 3.124 ocorrências de dengue, Rondonópolis 3.082, Sinop 7.686 e Várzea Grande 717. Em 2012, no mesmo período, foram anotados 35.429 casos.

No mesmo período, o Pará confirmou cinco mortes por dengue e 6.555 casos da doença, número que representa queda de 60% com relação ao mesmo período de 2012. Dos registros, 6.526 eram dengue clássica, 20 casos de dengue com complicações, cinco com febre hemorrágica e quatro com síndrome do choque da dengue.

Em Goiás, até o dia 31 de agosto, foram registrados 153.846 casos de dengue, com aumento de 512,37% comparado com 2012. O número de mortes também aumentou, 69,69% com relação ao ano passado. No período, 24 pessoas morreram por complicações relacionadas à doença. (Fonte: Agência Brasil)

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72% dos focos de dengue estão em casas, diz SMS de Campina Grande/PB – Com certeza, no Rio a situação é a mesma.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande (PB) divulgou nesta quarta-feira (4) que 72% das larvas de mosquito da dengue são encontradas em reservatórios de imóveis residenciais nos bairros da cidade. Segundo o Levantamento de Índice Rápido de Infestação Predial do Aedes aegypti (LIRA) realizado entre 19 e 23 de agosto, o percentual de infestação do mosquito está em 3,5% no município, considerado abaixo do índice máximo de 5%, que representa alto risco de transmissão. O único bairro acima da meta de 3% foi o Malvinas II, que atingiu índice de infestação de 4,1%.

De acordo com a secretaria, foram visitados 181.994 imóveis na zona urbana e 6.938 imóveis da zona rural de Campina Grande. Dos cinquenta bairros pesquisados, 49 ficaram abaixo do índice de 3%.

Os dados do LIRA mostraram que 72% das larvas encontradas pelos agentes de vigilância estavam em depósitos como tonéis, tanques e cisternas. “Mesmo com as campanhas constantes, a falta de cuidados dentro das residências continua sendo o fator que mais beneficia a proliferação do mosquito”, explicou a gerente de vigilância ambiental Rossandra Oliveira.

Ainda segundo a gerente, nos locais onde foram encontrados focos do mosquito, os agentes utilizaram o larvicida e outras técnicas como o peixamento, que consiste em colocar peixes de pequeno porte em cisternas para eliminar as larvas do mosquito transmissor da dengue. “Também fizemos o recolhimento de pneus, visitas aos cemitérios, borracharias e terrenos baldios, além de ações educativas nos bairros e distritos sanitários, além do uso do carro fumacê. No entanto, é sempre importante lembrar que o combate à dengue deve começar dentro de casa”, afirmou. (Fonte: G1)

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Angra – Futuro Anunciado: Japão vai gastar o equivalente a R$ 1,1 bilhão em Fukushima

Alguma dúvida? Ou semelhança?

O Estado japonês gastará 47 bilhões de ienes (correspondente a R$1,1 bilhão) para resolver o problema de água radioativa que invadiu a central nuclear de Fukushima, de acordo com a AFP. Esse gasto vai ser necessário já que a operadora Tokyo Electric Power (Tepco) não consegue administrar sozinha a questão.

As autoridades desejam assumir a liderança das operações enquanto o mundo se preocupa com as numerosas avarias relacionadas à presença de grandes volumes de água com césio, estrôncio, trítio e outras substâncias radioativas que vazam para o mar.

‘Calculamos em 47 bilhões de ienes o valor necessário’, afirmou o porta-voz do governo, Yoshihige Suga. As autoridades afirmam que sentiram a necessidade de não deixar o problema totalmente sob responsabilidade da empresa que administra a central nuclear, a Tokyo Electric Power (Tepco).

‘Queremos adotar medidas fortes para resolver de forma radical os problemas em Fukushima’, declarou Suga.

‘O mundo inteiro pergunta se o Japão conseguirá ou não desmantelar a central nuclear de Fukushima Daiichi. O governo vai trabalhar para enfrentar esta situação’, declarou o primeiro-ministro conservador Shinzo Abe, um defensor da energia nuclear.

O novo investimento público será destinado, em dois terços, para a construção de uma barreira para bloquear a água subterrânea contaminada entre os reatores e o mar, que continua vazando, todos os dias, no Oceano Pacífico.

Quase 300 toneladas de água acumulada sob a terra entre os reatores e o mar chegam todos os dias ao Oceano Pacífico. Os recursos também serão destinados à instalação de meios suplementares de descontaminação da água armazenada nos cerca de mil depósitos pouco confiáveis.

A medida deve aumentar as capacidades dos sistemas conhecidos como ALPS para limpar a água de quase 60 matérias radioativas, com exceção do trítio, que exige outras ações.

A Tepco, operadora da central de Fukushima, acidentada pelo tsunami de 11 de março de 2011, busca soluções para as 400 mil toneladas de água contaminada que se encontram sob a terra, ou em tanques especiais.

Recentemente, um depósito perdeu 300 toneladas de líquido muito radioativo e parte do material chegou ao oceano, um incidente considerado ‘grave’ pelo governo.

O presidente da agência de regulamentação nuclear, Shunichi Tanaka, advertiu na segunda-feira que é impossível imaginar um armazenamento permanente da água (procedente da irrigação para refrigerar os reatores) e disse que em um determinado momento a água terá que ser jogada no mar, depois de purificada a um ponto ‘admissível pela comunidade internacional’.

O anúncio do governo foi feito em um momento no qual a Tepco anuncia praticamente todos os dias novos contratempos a respeito da água radioativa, que provoca muitas inquietações no exterior.

Tóquio teme que a situação de Fukushima prejudique a candidatura da cidade para receber os Jogos Olímpicos de 2020. A capital japonesa disputa com Madri e Istambul a sede do evento. A decisão será anunciada no próximo sábado em Buenos Aires. (Fonte: G1)

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Níveis altos de radioatividade são detectados em Fukushima, no Japão

Níveis muito elevados de radioatividade foram medidos no sábado (31) na central nuclear de Fukushima, perto dos depósitos de água radioativa, semelhantes aos produzidos recentemente por um grande vazamento, anunciou a companhia Tepco.

“As patrulhas de controle registraram radioatividade muito elevada em quatro locais”, explicou a Tokyo Electric Power, a empresa que administra a central, em um comunicado.

A radioatividade média é tão alta que, se um homem se expor desprotegido a ela por uma hora, receberia nesse curto período a dose máxima autorizada em um ano para um funcionário da usina devidamente protegido.

A companhia acrescentou em seu comunicado que nenhum vazamento foi encontrado.
“Nós não detectamos diminuição alguma no nível de água em qualquer um dos depósitos, e as torneiras estão bem fechadas”, assegurou a Tepco.

Na segunda-feira, 19 de agosto, a Tepco anunciou a descoberta de “poças de água contaminada com radioatividade perto de depósitos”, informando que a quantidade vazada chegava a 300 toneladas.

O tanque com problemas foi localizado, mas não o ponto exato onde ocorreu o vazamento, que provavelmente durava várias semanas.

Mais de mil depósitos de vários tipos, e de vários fabricantes, estão instalados em áreas abertas em torno da central. Cerca de 350 são do mesmo modelo do que registrou o vazamento.

Os vazamentos de água altamente contaminada começaram em março de 2011, devido a danos causados à usina nuclear de Fukushima Daiichi no terremoto seguido de tsunami de março de 2011. (Fonte: G1)

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RJ: redes clandestinas de esgotos provocam morte de peixes

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Companhia de Águas e Esgotos (Cedae) localizaram uma ligação clandestina de esgoto de uma loja de departamentos, da Barra da Tijuca, em uma galeria de águas pluviais, que pode ter provocado a morte de 10 toneladas de tilápias na Lagoa de Tijuca, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.

A loja foi notificada pela Cedae e terá 30 dias para se interligar a rede coletora da companhia para formalizar a sua situação. O Inea vai aplicar multa à empresa, mas o valor ainda não foi definido.

De acordo com o biólogo Mário Moscatelli, que desenvolve o projeto Olho Verde, de monitoramento das lagoas de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, não existe apenas uma rede que despeja esgoto in natura nas galerias de águas pluviais na região do Saco Grande na Lagoa da Tijuca, entre o Barra Shopping e o condomínio Península na Barra da Tijuca.

“São mais de cinco redes de esgoto clandestinas que despejam esgoto sem tratamento na região do Saco Grande. Essa situação não é nova é recorrente e eu diria quase permanente. Somente no mês de julho eu recolhi 3 toneladas de peixes mortos no Saco Grande”, disse.

Mosacatelli declarou ainda que a situação é tão grave nas lagoas da Barra da Tijuca e Jacarepaguá que somente as tilápias que são mais fortes resistem à baixa oxigenação da água. “As sardinhas e as savelhas por serem mais fracas sumiram há muito tempo daqui”. (Fonte: Agência Brasil)

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Japão considera grave vazamento de água radioativa de Fukushima

As autoridades do Japão qualificaram nesta quarta-feira (21) de nível 3, correspondente a um “incidente grave” na escala internacional de eventos nucleares, o vazamento de 300 toneladas de água altamente radioativa da central de Fukushima nos últimos dias.

A classificação de nível 3 da escala de 0 a 7 corresponde ao vazamento de grande volume de material radioativo no interior da instalação. O acidente de Fukushima, em 11 de março de 2011, atingiu o nível 7, o mais elevado e que define efeitos consideráveis para a saúde e o meio ambiente.

Cerca de 300 toneladas de água radioativa vazaram de um tanque da usina nuclear japonesa, e segundo a operadora do complexo, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), há poças com níveis extremamente elevados de radiação, de 100 millisieverts por hora.

“Isso significa que, em uma hora, você fica exposto ao nível de radiação permitido para um trabalhador de uma usina nuclear em cinco anos”, informou um porta-voz da empresa.

Desde o tsunami que atingiu Fukushima, afetando os sistemas de refrigeração do reator e provocando colapsos, já ocorreram quatro vazamentos similares de tanques do mesmo tipo. Porém, o vazamento mais recente é o pior em termos de volume, disse o porta-voz da Tepco.

A companhia admitiu que a água tóxica pode contaminar as águas subterrâneas e desaguar no Oceano Pacífico, mas disse estar trabalhando para evitar que isso ocorra.

“Estamos transferindo a água contaminada de um tanque com problema de vazamento para tanques intactos, recuperando a água que vazou e o solo em torno dela. Também estamos reforçando as barragens existentes em torno dos tanques”, disse o porta-voz.

A Tepco, que enfrenta enormes custos de limpeza, tem lutado para resolver o problema do grande volume de água radioativa acumulada em função da contínua injeção para resfriar os reatores.

A companhia admitiu em julho, pela primeira vez, que as águas subterrâneas radioativas haviam deixado o local do vazamento.

Os problemas levaram o governo japonês e sua instituição reguladora nuclear a afirmar que ficariam mais diretamente envolvidos na limpeza de Fukushima, ao invés de deixá-la por conta da operadora.

Enquanto ninguém é oficialmente registrado como vítima fatal em decorrência direta dos colapsos dos reatores de Fukushima, as grandes áreas em torno da usina tiveram que ser abandonadas. Dezenas de milhares de pessoas ainda não puderam retornar para as suas casas.

Dezenas de milhares de pessoas ainda não puderam retornar para as suas casas. (Fonte: G1)

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Fukushima registra novo vazamento de água altamente radiativa

Água com altos níveis de radiação está vazando de um tanque da usina nuclear japonesa de Fukushima, no mais sério revés para os trabalhos de recuperação no local do pior acidente nuclear das últimas décadas no mundo.

O vazamento de cerca de 300 toneladas de água não tem ligação com vazamentos de água contaminada que foram noticiados nas últimas semanas, segundo a operadora da usina Tokyo Electric Power, conhecido como Tepco.

O novo vazamento, que ainda não foi controlado, envolve muito mais radiação do que os anteriores. Nesse caso, uma pessoa que ficasse uma hora exposta a uma distância de 50 centímetros do material receberia cinco vezes a dose de radiação estabelecida como limite médio anual para trabalhadores de usinas nucleares.

“Essa é uma grande quantidade de radiação. A situação está piorando”, disse o cientista nuclear Michiaki Furukawa, professor emérito da Universidade de Nagoia.

A Tepco luta para manter a usina de Fukushima sob controle desde que três reatores do local foram danificados em decorrência de um terremoto e um tsunami, em março de 2011.

A Autoridade Reguladora Nuclear do Japão reclassificou o novo vazamento como um incidente do nível 1, o segundo mais baixo em uma escala internacional de vazamentos radiológicos, disse um porta-voz à Reuters na terça-feira.

Mas essa é a primeira vez que o Japão emite uma aferição desse tipo para Fukushima desde o acidente na usina, quando a situação chegou ao nível 7, o maior da escala.

Um funcionário da Tepco disse que os empregados da usina não conseguiram detectar a tempo o vazamento num dos tanques, permitindo que a água se acumulasse ao seu redor. “Precisamos rever não só os tanques como também nosso sistema de monitoramento”, disse.

A Coreia do Sul e a China já manifestaram preocupação com o contínuo vazamento de água contaminada em Fukushima, no norte do Japão. O governo japonês prometeu neste mês ampliar sua participação no trabalho de recuperação da usina, depois de a Tepco admitir – após meses de negativas– que a água contaminada chegou ao mar. (Fonte: G1)

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